Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Artigos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 10 de setembro de 2018

A luz no fim do tunel


Quando olhamos para sistemas de governo e política, em meio a notícias de corrupção exagerada, parece difícil ver uma luz no fim do túnel. Os dois livros de Samuel na Bíblia podem nos ensinar um pouco sobre esta luz...
O livro de Samuel tem início dentro do contexto do governo dos juízes. Um período de muita apostaria sem liderança, povo longe de Deus, sacerdotes corruptos. A nação não conseguia ver um líder que pudesse trazer inspiração.  Uma descrição dos filhos do sacerdote Eli no início do livro mostra como os sacerdotes estavam tratando as coisas de Deus. O livro de Samuel começa com esta realidade e termina com a nação unida debaixo de um governo forte sobre a liderança de David que é o personagem central neste livro. O autor parece fazer uma defesa a Davi e sua dinastia.
Em meio ao governo dos juízes e em meio a uma verdadeira anarquia o povo começa a pensar precisamos mudar o sistema, precisamos copiar as outras nações, um rei vai ser a solução para nossos problemas. Nisto precisamos relembrar que Israel era para servir de modelo para as outras nações. Mas agora eles estavam querendo copiar o modelo das nações a sua volta. Deus os repreendeu por causa da motivação do coração e não por causa da monarquia. Eles estavam na verdade rejeitando o governo de Deus.
O relato do livro mostra esta transição onde Israel vai passar de uma liga tribal para uma monarquia e começando com o rei Saul e terminando com o grande monarca Davi. Em meio a relatos de guerras e queda de gigantes podemos esquecer facilmente da abertura deste livro, como tudo começou.
Tem início com a história da família de Elcana que em meio a anarquia, apostasia e corrupção continuavam fiéis na adoração e ao culto ao SENHOR.  A história ganha destaque com uma personagem chamada Ana, uma mulher que não podia ter filhos e que sofria com esta situação, por causa da cultura onde estava inserida. Ana derrama sua angústia em oração diante de Deus. Em resposta a sua oração nasce Samuel. Ele vai ser o grande líder nesta transição para monarquia. Homem íntegro e temente a Deus num momento da história em que a Palavra de Deus era rara, ele começa a ouvir Deus e guiar o povo. Exerceu a função de sacerdote, profeta e juiz. Debaixo de sua liderança Israel vence inimigos mais poderosos do que eles. Samuel em seu ministério teve o privilégio de ungir dois reis da nação de Israel.
Com o livro de Samuel aprendemos que:
1)   Deus responde a oração de indivíduos. Gente comum que não negligencia a adoração e oração. Talvez por isto que o livro faz questão de começar com Elcana e Ana. Todo restante do livro é resultado da oração de uma mulher simples, comum, ordinária.
2)   Transformação da nação a partir de indivíduos - Queremos a mudança do sistema? Queremos uma nação diferente? Então "eu" individualmente tenho que assumir minha responsabilidade, foi assim com a Ana e com o jovem Samuel. A transformação de uma nação acontece com indivíduos com mente renovada e buscando os pensamentos de Deus para todas as áreas da vida.
3)   Outra lição importante é que Deus estava trabalhando na história, mesmo no meio da nação corrupta Ele nunca perdeu o controle.
As lições dos dois livros de Samuel e daquele período da história são atuais e aplicáveis em nossas vidas. Também se conecta com o restante das escrituras, trazendo fundamentos de como se transforma uma nação. Começa com indivíduos, começa comigo!!! 

domingo, 12 de maio de 2013

Contexto de Discipulado na África.


 
Depois de trabalhar por muitos anos na interior do amazonas envolvido diretamente com discipulado de pessoas em comunidades ribeirinhas, estou trabalhando com o discipulado no contexto de África.

Tenho tentado avaliar a eficácia dos programas de discipulado usados em Moçambique. De uma forma geral identifiquei algumas coisas em comum com as comunidades ribeirinhas do Amazonas.

1) Muitas pessoas que receberam a Jesus mas que não tem um fundamento sólido nas Escrituras, tem a  vida cristã apenas voltada para o momento do culto e para obrigações religiosas.

2) Tenho visto pastores que se tornaram "mediadores" entre Deus e suas congregações, com um rebanho totalmente dependente dele e de suas orientações.

3) Por causa dos dois pontos acima temos pessoas religiosas mas longe de desenvolver um relacionamento pessoal com o SENHOR JESUS.

Então o discipulado é a grande tarefa. Mas o como fazer isso? A maneira como se faz conta muito nesta história. Em Moçambique como no Amazonas, as pessoas são de tradição oral, ou seja, mesmo aqueles que sabem ler têm preferência pela oralidade. No geral essas pessoas descobrem os temas e os princípios nas histórias, mas quando tentamos fazer ao contrário ensinando temas não é interessante nem muito efetivo.

Quando olhamos para a Bíblia percebemos que a maior parte dela foi escrita para pessoas de tradição oral. Jesus não chegava para o grupo de discípulos dele e dizia: Muito bem hoje nosso tema será oração ou finanças ou preparem seu coração porque na próxima semana estaremos falando sobre batalha espiritual. Ele usava histórias, experiências do cotidiano, fazia questões e respondia questões. A própria estrutura da Bíblia não está em forma temática. Talvez usar temas funcione bem na cultura ocidental. Mas será que funciona bem no nosso contexto de África?

Manter as Escrituras de uma forma simples mas viva é o grande desafio no discipulado. Muitos discipuladores dão tanta ênfase em um tema que perdem o todo e a beleza da Bíblia. É como alguém que se concentra tanto numa árvore que perde toda a beleza da floresta.

Posso avaliar minha vida e ministério e perceber que muitas vezes no meu ensino eu transferi apenas o tema que eu realmente achava importante e recheado com toda religiosidade que eu acreditava. Hoje tenho experimentado e sugerido dois pontos básicos para o discipulado:

1) ALICERCE FIRME NA SALVAÇAO PELA GRAÇA -  Uso o material de contar historias Bíblicas chamado "Alicerces Firmes" pode ser usado num  intensivo de um final de semana, durante uma semana toda ou um mês, dependendo do tempo que se tem. Ele usa as histórias Bíblicas de forma cronológica com visuais. O alvo é que o público, durante o decorrer das histórias, possa descobrir a impossibilidade de o homem ser salvo por obras humanas e colocar por terra todo alicerce religioso, fundamentando o novo nascimento na misericórdia e graça de Deus. Contei essas histórias Bíblicas numa Igreja Zulu e no final meu intérprete para falou: “Agora eu entendo o começo e o fim”. E ele mesmo concluiu convocando aqueles que tinham entendido para orarem com ele. Ensinei da mesma forma em uma Igreja em Moçambique e a filha do pastor chegou em casa e falou para ele: "Hoje sei porque Jesus veio ao mundo e porque ele teve que  morrer".

2) RELACIONAMENTO PESSOAL COM JESUS E SUA PALAVRA – discipulado não pode se resumir em um programa de estudos, ainda que seja estudos da Bíblia. Não me entendam mal. Eu amo a Bíblia e ela deve ser o fundamento. Mas estudar a Bíblia exaustivamente para adquirir conhecimento e sem o relacionamento com Jesus, sem estar realmente persuadido, envolvido, agradecido, admirado, constrangido pelo seu amor pode nos levar a ter a Bíblia simplesmente como um manual de regras e entrar debaixo de jugo que oprime, entristece e mata. Jesus disse: “Vocês estudam cuidadosamente as Escrituras, porque pensam que nelas vocês têm a vida eterna. E são as Escrituras que testemunham a meu respeito;contudo, vocês não querem vir a mim para terem vida. (João 5:38-40). Pessoas que conheciam as Escrituras na época de JESUS o rejeitaram. Lucas capítulo 4 narra quando Jesus entrou na sinagoga e leu o  texto de Isaías que falava a respeito do ministério Dele. Lucas observa que depois de Jesus ler e entregar o rolo do livro, os olhos de todos os ouvintes estavam fitos Nele. Então ele disse: “Hoje se cumpriu esta Escritura em vossos ouvidos”. Queridos, podemos imaginar aquele momento. Ele era a Palavra viva e perfeita. Ele era a Palavra antes dos tempos eternos. Ele havia inspirado Isaias a escrever esta profecia séculos antes. Ele, o verbo de Deus encarnado estava ali naquela sinagoga. Todo judeu piedoso conhecia esta Escritura e aguardava o cumprimento dela. Mas esse foi o resultado ao ouvir a pregação de Jesus: eles o EXPULSARAM da presença deles.

Discipulado é o processo onde discípulo e discipulador descobrem e experimentam o amor extravagante de Deus e agora livre de toda condenação, desfrutando de toda inocência diante de Deus. Juntos eles caminham pelas Escrituras, fundamentados neste amor, descobrindo a verdadeira identidade em Cristo e conhecendo as intenções de Deus para a humanidade.

Mas na prática, como fazer esse tal de discipulado que fomos chamados a fazer? Lembre-se que a intenção é simplificar e não complicar. Então minha sugestão é desenvolver um plano de leitura Bíblica e anotar, se for possível, e no caso dos de tradição oral falar aquilo que descobriu e não desprezar a voz do Santo Espírito. Discípulo e discipulado compartilham Palavra, vida e encorajam um ao outro. Deve ser uma forma onde a Palavra de Deus se torna vida e não apenas letra. Se durante este compartilhar surge um tema que é mais complicado, podemos juntos buscar o entendimento das Escrituras sobre ele. O mais importante é saber que o caminho para a sala do trono está aberto e não depende de hora marcada, liturgia, rituais, local próprio, mediador humano.

Hoje não precisamos inventar a roda. Temos muitos materiais e às vezes só precisamos adaptar um pouco para o contexto. Mas temos as histórias bíblicas disponíveis na língua materna de muitos povos prontos para serem usadas. É só dar uma olhada neste site http://www.globalrecordings.net/

Concluindo, o discipulado não deveria ser o esforço, mas o fluir natural de uma vida que ama Jesus porque descobriu que Ele nos amou primeiro. Por isso quer influenciar outros a experimentar deste amor, respeitando o contexto cultural de cada povo.

Conectado Nele

Paulo

 

 

 

quarta-feira, 24 de março de 2010

HOMEM COM "C" MAIÚSCULO

Desde que nos entendemos por gente ouvimos as definições sobre ser um homem com "H" maiúsculo: Homem macho, que não leva desaforo para casa, espertalhão, mulherengo e por aí vai. Mas atrelado a esses conceitos nós temos na sociedade de hoje uma verdadeira crise de hombridade, que na essência da palavra quer dizer nobreza de caráter. Esta hombridade já não é mais cultivada, velada, desejada, praticada. Basta ver nos escândalos da classe política em nossa nação. Dificilmente alguém assume responsabilidade pelos erros cometidos. O que na verdade existe é uma verdadeira transferência de culpa tentando se eximir das responsabilidades: "Eu não vi, não sei de nada, não tenho nada com isso, esta imagem não é minha...." é a herança de nosso ancestral mais antigo o: Adão..." a culpa não é minha". Então com isso nós temos uma geração de homens com "H" que não quer assumir suas responsabilidades, tornando-se peritos em transferi-las: tomar decisões como marido, pai, trabalhador, líder... Henry Trumam, presidente norte americano durante o final da segunda guerra mundial tinha uma tabuleta em sua mesa no gabinete presidencial que dizia: "As transferências de responsabilidades terminam aqui". Ou seja, eu tomo decisões e assumo as conseqüências. Este nível de hombridade está em falta hoje.
Mas o que será que é ser homem de verdade? O Dr. Edwin Cole em seu minsitério com Homens, disse: "Hombridade e semelhança a Cristo são sinônimos". Ser homem é ser como Jesus Cristo. Ele é o referencial, o modelo a ser seguido. Adão, como primeiro homem, se eximiu de suas responsabilidades, transferiu culpa, não reconheceu seu pecado. Cristo por sua vez assumiu a responsabilidade pelo pecado de toda humanidade, chamou para si as conseqüências da morte. Ele nos deu a verdadeira lição e definição do que é ser homem de verdade. Então, a verdadeira nobreza de caráter está em ser um imitador de Cristo. A real hombridade consiste em ser homem com "C" Maiúsculo, de cristão, pequeno Cristo, semelhante a Cristo, a estatura do varão perfeito. Também não podemos nos conformar com uma geração de homens frouxos, super sensíveis ao confronto e a exortação. Se dermos um passeio pela Bíblia, veremos que Deus trata os homens com muita firmeza e os desafia.
Homens, nós fomos criados para assumir responsabilidades e sermos desafiados por Deus para grandeza de caráter. Mais do que isso, fomos criados para a glória de Deus.

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Que cerimônia é esta?

"Que cerimônia é esta?"

Escrito em 28/03/08


Quando os seus filhos lhes perguntarem: O que significa esta cerimônia?....” Ex 12:26


Respondam-lhes: É o coelhinho que trouxe um lindo e delicioso ovinho de chocolate para celebrar a ... O coelho representa o .... e o ovinho de chocolate representa o ....

Sinceramente o que vamos responder a nossos filhos neste dia onde a indústria das vendas e o sistema de engano governam?

Nossa filha tem três anos e está estudando o infantil II numa escola cristã que estamos gostando muito. A escola não comemorou com coelhinhos e ovos. Mas acabou ganhando uma doação de ovos de chocolate no último dia antes do feriado para todos os alunos. A diretora me procurou e disse: - Sua filha pode ganhar um? Respondi que não. Mas sei que ela é criança e é inevitável o “porque não?” precisamos voltar para a Bíblia , para os símbolos que ela mostra e seus significados.

Voltei para casa com Daniela peguei a Bíblia ilustrada dela e algumas figuras que usamos para ensinar a Bíblia. Contei a história da páscoa e decidimos encenar esta história. Pegamos tinta vermelha e um pequeno pincel onde ela pôde pintar os umbrais da porta do quarto dela. Depois comemos um pão para lembrarmos do pão sem fermento(santidade), um pouco de salada de alface para lembrar as ervas amargas(escravidão), um pedacinho de carne para lembrar o cordeiro morto(a morte é conseqüência da desobediência). Finalizamos com uma pequena ceia lembrando que a Páscoa era uma festa profética que apontava para Jesus, o verdadeiro cordeiro Pascal. E que hoje podemos nos esconder da condenação debaixo de seu sangue. Decidimos orar agradecendo a Deus pelo cordeiro pascoal. A Daniela disse: “Eu quero orar” e fez a oração dela e depois orou para que outras crianças tivessem este entendimento de que o ovo de chocolate não simboliza a páscoa.

Quando analisamos Êxodo 12 e depois comparamos com Jesus cumprindo a Páscoa em detalhes, é impossível acharmos algum significado em outros símbolos que mereçam crédito. Realmente a Páscoa é uma profecia cumprida em sua totalidade. O que era sombra agora é realidade. Celebremos então a Ceia do Senhor, trazendo à memória que o verdadeiro cordeiro Pascal, JESUS CRISTO, foi sacrificado em nosso lugar.

Assim poderemos responder a nossos filhos: “Esta é a páscoa do SENHOR....” Ex 12:27


sábado, 21 de fevereiro de 2009

O Livro Perdido

Havia em Judá um rei que começou a reinar aos oito anos de idade; seu nome era Josias. Seu avô se chama Manassés e foi o pior rei de Judá. Manassés reinou 55 anos e adotou práticas terríveis ao ponto de sacrificar seu próprio filho. Era agoureiro, adivinhava pelas nuvens, tratava com médiuns, feiticeiros e etc. Com um reinado tão longo e mergulhado na apostasia, dá para imaginar o legado que este rei deixou para seu neto.

Ainda na sua mocidade Josias decidiu fazer alguns reparos no templo. Em meio aos trabalhos encontrou-se “O Livro da Lei”. Opa! Estava perdido? Desde quando? Este não era o livro que deveria orientar o povo de Deus em todos os seus caminhos? Talvez isso explique a apostasia de Manassés: o Livro estava esquecido! Este livro que Deus disse: “Estas palavras que, hoje, te ordeno estarão no teu coração; tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, ao deitar-te, e ao levantar-te.” Dt. 6:7-8. O livro deveria estar presente em todos os momentos e em todas as esferas da sociedade do povo de Deus. Mas que pena, o Livro estava perdido!

Mas o que faz do jovem rei Josias um homem notável foi sua atitude ao ouvir as Palavras deste livro. Rasgou suas vestes, humilhou-se, quebrantou-se e se arrependeu, pois reconheceu que estava muito distante daquilo que o livro falava. Prontamente decidiu começar uma reforma na nação. Convocou o povo para fazerem aliança com Deus baseado nas palavras do Livro. Mas isso não ficou só no discurso. Josias foi à prática: Purificou o Templo, derrubou altares pagãos, celebrou a Páscoa, aboliu os médiuns, feiticeiros, ídolos do lar e todas as abominações que estavam em Judá . Tudo para cumprir as palavras do livro que estava perdido. Que homem admirável foi Josias, ao ponto da Bíblia dizer que antes dele não houve rei que lhe fosse semelhante e nunca se levantou outro igual.

Bem! Mas isso aconteceu por volta do ano 640 a.C! O que tem a ver comigo hoje? Na verdade tem tudo a ver pois temos “Um Livro Perdido”. Já se dizem que a Bíblia é o livro mais vendido e menos lido no mundo. Então ele pode estar perdido dentro de nossas casas, ou no templo como foi o caso de Josias. Quando perdemos este livro experimentamos apostasia, tudo passa ser relativo, não temos absolutos mais, então se instala o caos. Agora, mais do que encontrar o livro precisamos ter a atitude do rei Josias: “rasgar nossas vestes” e colocar em prática suas orientações.

Minha filha com quatro anos já tem ouvido a leitura da Bíblia ilustrada pela terceira vez. Essas histórias estão se tornando vivas na mente dela. Esses dias eu assistia o desenho “O Príncipe do Egito” com ela. Depois de assistir o desenho ela perguntou: “Pai, por que a princesa não entrega o Moisés para mãe dele criar, como está escrito na minha Bíblia ilustrada?” Respondi que era porque o autor do filme tinha optado por não colocar mas que a Bíblia dela estava correta. Depois fiquei pensando: é isso que eu quero para vida de minha filha: que ela aprenda a Bíblia de tal forma, que seja na igreja, na escola, entre amigos, quando alguma coisa não estiver de acordo com a Bíblia, ela possa identificar e se posicionar ao lado da Bíblia. Também é assim que quero continuar discipulando as pessoas: ensinando-as a encontrar o Livro Perdido e estudá-lo para que conheçam o que realmente ele diz e tomem suas decisões.

Mas também fiquei imaginando quantos povos que andam nas trevas porque ainda não encontraram o “livro perdido”. Etnias isoladas nas florestas, nas montanhas, nos desertos, nos países islâmicos! À exemplo do rei Josias quero ajudar esses povos a encontrar o “Livro” e fazerem a aliança com o Deus deste “Livro”. Quero “rasgar minhas vestes” diante das verdades deste “Maravilhoso Livro” e dizer que ele é verdadeiro, é a Palavra de Deus, não é ultrapassado, mas é vivo e eficaz.

A história deste Rei esta em 2Reis 22-23

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Aquecimento Global ou Era do Gelo?

Aquecimento Global ou Era do Gelo?


Este tema tem dominado os noticiários e inspirado até os filósofos a escrever sobre o assunto. A Comunidade científica tenta entender e fazer as previsões baseados em dados e coletados nos últimos anos. Vários estudos têm sido feitos sobre o futuro do nosso planeta. Mas parece um fato comprovado de que o “Aquecimento Global” está causando muitas tragédias no mundo todo. Mas alguns estudos também mostram que é possível uma “Era Glacial”. Esta possibilidade inspirou o filme "O dia depois de amanhã (The day after tomorrow)", onde mostra que os efeitos do aquecimento global iria produzir uma “Era do Gelo”. Mas é interessante que a Bíblia também fala desses dois temas: 2 Pedro 3:10-12 nos fala sobre um super aquecimento que destruirá tudo. Em Mateus 24:29 e Marcos 13:24 fala de um momento onde o sol e a lua escurecerão. Sem o sol teremos um momento “Glacial”. Mas deixando essas duas possibilidades que abririam muitos questionamentos e estudos, quero tratar de um aquecimento e um esfriamento muito mais evidente na Igreja de Jesus hoje. Quero chamar de Esfriamento GRacial e Aqueciemnto Pessoal:

  1. Esfriamento GRacial (graça)– Estou usando este termo para falar de esfriamento da GRAÇA de Deus. Assim como seria um erro de linguagem falar esfriamento glacial, pois se é glacial já é frio, também o esfriamento da GRAÇA de Deus deveria ser quase uma impossibilidade. Isso porque quando reconhecemos nossa incapacidade de chegar a Deus por nossas obras e que estávamos desesperadamente perdidos. E voluntariamente escolhemos sentar no banco dos réus e assumir nossa culpa pelo pecado. Neste julgamento não recebemos o castigo que merecemos e ainda assim alcançamos por um favor não merecido o perdão, não porque a pena foi relaxada ou a lei mudou, mas porque um justo pagou o preço requerido pela lei a: “Morte”. Então deveríamos viver eternamente gratos por estarmos livres desta condenação. Mas Jesus mesmo afirmou que por se multiplicar a iniquidade, o amor de quase todos se esfriará (Mt 24:12). Essa multiplicação da iniquidade começa a se tornar evidente quando começamos a justificar pecados com a expressão “todo mundo faz”; “não tem nada a ver”; “os tempos mudaram”e assim o pecado vai se tornando natural e de uma maneira lenta o Espírito vai se apagando. Dá-se início a “Era do Gelo” na vida deste indivíduo.

  2. Aquecimento Pessoal – vai na contra mão do “esfriamento gracial”; não nos conformamos com este mundo, renovamos nossa mente com a Palavra de Deus, nos posicionamos contra um sistema que está dominado pelo maligno, buscamos o poder de Deus, exercemos fé para ficarmos livres do pecado, mantemos vivo em nossa mente a simplicidade do Evangelho que nos confronta com a morte de um Justo em nosso lugar e nos coloca na posição de santidade diante do trono de Deus. Não podemos nos esquecer de detalhes importantes neste aquecimento como: morte, sangue, aliança, vida eterna... O aquecimento constante nos livra do frio e do gelo.

Para concluir, estamos diante de mais uma impossibilidade: fogo e gelo ao mesmo tempo. Mas parece que teremos uma era dentro da Igreja com corações aquecidos, inflamados, apaixonados por Jesus, avivados, compromissados, vivendo o Aquecimento Pessoal e se juntando a um Aquecimento Global. Mas também haverá corações gelados, esfriando, congelando, vivendo a “Era do Gelo”. Tenho que terminar sendo objetivo: Em qual era você está entrando: na “Era do Gelo” ou do “Aquecimento Pessoal”?




quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

A festa da carne está chegando

O carnaval é exatamente isso: a festa da CARNE; ou seja alimentar os desejos carnais do ser humano. Desejos há muito tempo corrompidos. Mas o que será que Deus pensa disto? Como nós cristãos, discípulos de Jesus, devemos olhar para esta festa? Deus sempre trabalha com as motivações. Qual será a verdadeira motivação do carnaval?

1) Sensualidade - Não resta dúvida que uma das celebrações da carne no carnaval é a sensualidade. Desde a maneira como se vestem, ou se despem, até a maneira como as danças são apresentadas. Então os desejos lascivos são todos liberados nesta grande festa.

2) Prostituição - Também é comum aproveitar-se deste momento para todo tipo de prostituição. Inclusive muitos turistas vêm para o Brasil para isso.

3) Bebedeira - Também não se precisa falar muito sobre as bebidas alcoólicas e até mesmo drogas nesses dias de festa. É um liberar geral.

5) Rei Momo - Nesses dias é coroado o rei Momo. Mas quem é Momo? A mitologia grega trata Momo, filho do Sono e da Noite, como o deus da zombaria, do sarcasmo, da galhofa, do delírio, da irreverência e do achincalhe....

Nosso desafio é abrir Bíblia e meditar em alguns trechos que mostram os pensamentos de Deus sobre isso. E baseado no que Deus pensa, tomamos nossa decisão: Gl 5:19-20, 1Tes 3:13, 1Tes 4:3-7, 1Co 6:18, 2Co 7:1, Hb 12:14, At 15:20, Rm 1:27, Fil 4:8, Sl 1:1-5, Ef 4:24, Jó 28:28, Rm 6:22, Rm 13:13, Pv 14:16.

segunda-feira, 22 de outubro de 2007

Oportunidade nas tragédias

Tisunames, terremotos, maremotos, inundações, secas, furacões, aquecimento global... Essas são notícias cada vez mais freqüentes na mídia. E seja pela Bíblia ou por previsões da ciência, sabemos que elas deverão aumentar em intensidade. Isto significa milhares de pessoas em situações de calamidade, que num momento perdem bens, saúde, parentes, amigos, se tornam desabrigados. Os meios de comunicação dão ênfase no momento do acontecimento e perdem intensidade em poucos dias, deixando no esquecimento a tragédia alheia.
Não se trata de ter um pensamento fatalista como “ o que há de ser será” mas sim de nos colocarmos diante do SENHOR e conseguirmos enxergar oportunidades no meio das tragédias. Oportunidades para servir, ministrando o amor de Deus de uma forma prática e compartilhando o Evangelho do Senhor Jesus em meio a dor e a perda. Como a Igreja de Jesus está se preparando para isso? Podemos pensar numa equipe treinada para atuar em situações de emergência, uma equipe de cristãos que vão construindo uma história ao ponto de serem requisitados para atuarem nestas situações. São muitas as oportunidades na área de saúde, construção civil, saneamento, pastoral e etc. Lembrando que o Brasil não está imune a estas tragédias e a dor pode não ser tão alheia assim. Nosso vizinho Peru sofreu com um terremoto que foi sentido em Manaus. Deixou de ser notícia em poucos dias. Mas a situação lá ainda é de calamidade.
Já pensou numa equipe bem coordenada para agir em situações como esta? Será isto um ministério viável? Será que Igrejas poderiam nascer do trabalho de equipes assim?

Indios do Brasil

índios do Brasil

Será que eles precisam de Jesus? Será que eles têm pecado? Será que o contato com o homem não índio atrapalha a cultura deles?

Se queremos ser efetivos no discipulado de etnias, temos que responder algumas questões como estas. Pois existe muita gente nas igrejas que têm uma idéia romântica dos índios: vivendo sem pecado, sem malícia, guardiões da floresta, sábios no uso das plantas medicinais, auto-suficientes em sua cultura. Mas a realidade não é essa. Temos que pensar nos índios, independente de sua etnia, como seres humanos. Então, na essência são exatamente iguais a qualquer ser humano no planeta, herdeiros da mesma natureza pecaminosa. Nas tribos acontecem os mesmos tipos de pecados que conhecemos, embora num contexto diferente.
Se passarmos a olhar as etnias indígenas do Brasil com esses olhos, poderemos ter mais esforços no trabalho entre tribos e não focalizar somente em janelas como 10/40... O trabalho entre tribos e feito de uma forma lenta e não dá resultado de milhares de convertidos como as mega igrejas desejam. Gastar 30 anos com um grupo de 80 a 100 pessoas parece influtífero, pois campanhas de evangelismo pode ganhar milhares em alguns dias. Mas essas 80 a 100 pessoas representam uma nação inteira que estará diante do Trono do Cordeiro.
JOCUM Brasil tem verdadeiros heróis na fé dando suas vidas para alcançar estas etnias. Mas o desafio ainda é muito grande. Não apenas na selva mas nos tribunais, nas decisões em Brasíla, na mobilização do Corpo de Cristo. Acesse www.vozpelavida.blogspot.com e www.jocum.com.br Assista o filme “Terra Selvagem”. Leia o livro “Chamado Radical” de Bráulia Ribeiro.

terça-feira, 1 de maio de 2007

O ninho de passarinho

O ninho de passarinho

MT 6:26) - ¨Olhai para as aves do céu, que nem semeiam, nem segam, nem ajuntam em celeiros; e vosso Pai celestial as alimenta. Não tendes vós muito mais valor do que elas?¨

Certo dia encontrei uma casa de marimbondos abandonada. Resolvi abrir um pouco mais a abertura de entrada na casa e a pendurei no beiral de minha casa. Não demorou muito e um pequeno passarinho resolveu construir o seu ninho na velha casa de marimbondos.
Do local onde faço meu devocional todas as manhãs, passei a abservar o trabalho deste passarinho, cumprindo assim literalmente a orientação de Jesus de “Olhai para as aves do céu...” O que observei?
1-Trabalho – construir o ninho levando no bico galhinho por galhinho dá muito trabalho. Isto era feito com diligência, dia após dia, até o ninho ficar pronto.
2- Descanso – Depois do ninho ficar pronto e os filhotes nascido, observava os muitos vôos da mamãe passarinho buscando o alimento para os filhos. Nunca vi uma expressão de preocupação em sua face do tipo: ¨Será que conseguirei o alimento hoje?¨ Mas me parecia tranqüila e certa de que conseguiria a comida para aqueles filhos sempre famintos.
3-Espírito de luta – Aquela avezinha não ficava dentro de seu belo ninho, passiva, esperando o milagre acontecer. Logo que o dia amanhecia ela lançava seu primeiro vôo em busca de alimento. Muitos perigos envolvia a saída do ninho como predadores de várias espécies, inclusive a nossa. Mas a valente passarinha encarava a luta de cada dia.
Observando esta ave, pude concluir que: nunca devemos desprezar o trabalho; fazer tudo com disciplina e diligência; lançar sobre Jesus toda a minha ansiedade, lembrando que basta à cada dia o seu mal; encarar cada dia com espírito de luta. Mesmo sabendo dos combates que me esperam diariamente, não posso me isolar. Tenho que me lançar por fé nos desafios que me aguardam.
Certo final de tarde, enquanto eu e minha esposa observávamos o ninho de passarinho da janela de nosso quarto, percebemos uma cobra muito próximo do ninho, preparando-se para o ataque aos pequenos filhotes. Num impulso, saí da casa e matei a cobra. Assim, no dia seguinte pela manhã pude ver novamente a alegria da mamãe passarinho lançando-se no seu vôo matinal para encarar mais um dia.

O ingá Cipó e o Apostolo

O INGÁ CIPÓ E O APÓSTOLO

O Ingá Cipó é uma árvore de crescimento rápido e que produz umas vagens tipo um cipó com umas sementes grandes envolvidas por uma polpa branca e suculenta. As sementes começam a germinar dentro da vagem e parecem que querem saltar para terra e criar raiz rápido.
O Ingá Cipó pode ser plantado em terrenos degradados, onde praticamente toda a matéria orgânica foi retirada e o solo não produz mais nada a não ser ervas daninhas. O Ingá vai crescer e suas raízes vão buscar nutrientes nas profundidades da terra. Ele, por ser uma leguminosa, irá enriquecer o solo com nitrogênio. Suas flores produzirão néctar para as abelhas. Suas folhas e galhos irão cair e formar uma camada de matéria orgânica, deixando o solo, antes degradado, agora pronto para manter outras plantas que são mais exigentes quanto à qualidade da terra. Então, à sombra do Ingá Cipó surge um novo ecossistema rico numa biodiversidade, onde podem crescer árvores economicamente viáveis que podem ser muito lucrativas. Em seguida, o Ingá Cipó pode ser podado e até mesmo arrancado, pois ele já gerou um sistema agro-florestal que não mais depende dele.

Será o Ingá Cipó como um Apóstolo, que chega em uma terra degradada e sem vida e começa a plantar sua raízes, crescer, trazer nutrientes, trazer novas fontes de vida e recursos para que, nas suas sombras cresçam outras árvores maiores e melhores? Como o ingá Cipó, o apóstolo é aquele pioneiro que inicia um trabalho novo, buscando estratégias adequadas, abrindo novos caminhos, implantando o sistema do Reino de Deus. Após o sistema implantado, o apóstolo não é mais necessário e pode buscar novos solos degradados para restaurar.

LUIZ PAULO GOMES